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13/01/2018

Trekking Mirante de Paranapiacaba/SP


Olá amigos! Como estão??



Hoje vou contar uma experiência muito legal que tivemos! Fizemos um trekking curtinho, porém muito diferente. Já imaginou caminhar a noite na Serra do Mar, pernoitar em redes e ver o dia clareando ao alto da serra?


A um tempo atrás conheci alguns amigos, que vivem nas trilhas da região de Paranapiacaba, distrito de Santo André, e então me convidaram para fazer um trekking a noite. A principio, fiquei encucado: “Qual seria o grau de dificuldade da trilha? Iriamos ficar em barracas? E os animais de hábito noturno?” Enfim, varias duvidas, que após estudar, conversar com alguns trilheiros mais experientes e fazer um bom planejamento, decidimos partir para a aventura.

Consegui colocar todo meu equipamento em uma mochila de ataque da Quechua de 10 litros. Rede Kampa, saco de dormir, headlamp, troca de roupa se fosse necessário, alguns biscoitos e preso nos elásticos ao lado de fora a Tarp da Quechua que seria meu abrigo e uma garrafa com água.

Nos encontramos na estação da CPTM em Rio Grande da Serra às 20:00, fizemos um lanche em uma padaria enquanto esperávamos nossa carona que nos levaria até Paranapiacaba de Van. 


Durante o trajeto, fomos conversando e nos divertindo, ouvindo histórias dos trilheiros mais experientes que nos acompanhavam. Chegamos em Paranapiacaba às 22:00 e a cidadezinha já estava completamente deserta, não havia ninguém nas ruas. 


Após uma parada técnica, partimos para a Serra, atravessamos a passarela metálica, onde fica a antiga estação de trem da vila, subimos por uma rua de pedriscos que nos levava até o Caminho da Bela Vista. 

Aqui começava a subida, foram 1 km de calçamento e mata rasteira até a entrada da trilha que nos levaria até o mirante. Quando chegamos na trilha, percebemos que o piso ficava mais plano e a trilha bem demarcada. Após 1 km de caminhada entre as árvores chegamos no mirante. De lá, avistamos a Baixada Santista e o Polo Industrial de Cubatão.


Procuramos um lugar bom entre as árvores para montar nosso acampamento, prendemos nossas redes, esticamos algumas lonas em cima e perto da meia noite, com uma lua fantástica, desligamos nossas lanternas e ficamos sentados contemplando a beleza das luzes das cidades abaixo misturadas com a escuridão do pé da serra. 





Após um tempo de bate papo, resolvemos ir deitar. Mas como seria aquela noite? Dormindo em redes, sem proteção nenhuma além da Tarp, que no máximo me protegeria da chuva? E os animais? 
Nessa hora não tem muito o que pensar. Você já está ali, em um lugar que você não tem a mesma segurança de acampar com uma barraca em um camping estruturado. O que deu pra fazer foi rezar, escrever algumas coisas no meu caderninho de caminhadas e tentar dormir. Consegui, Ufa!! Mas durante a noite eu acordei algumas vezes com barulhos de algum animal bem próximo ao nosso acampamento.

Acordei por volta das seis horas da manhã. E na tentativa de sair de dentro do saco de dormir tomei um belo de um capote, me embolando na Tarp. Fizemos um café da manhã com bolachinhas e café, tiramos um tempo para apreciar a paisagem e fazer algumas fotos e depois de arrumamos nossas mochilas e partimos pra decida. 







No caminho de volta, paramos para fazer mais algumas fotos e avistamos os trilhos da cremalheira e alguns viadutos da Funicular, passamos pela Pedra do Índio e logo chegamos na estradinha de calçamento. Dali foi descer, curtir um pouco a Vila de Paranapiacaba e finalmente pegar o caminho de casa.





É isso pessoal.

Espero que tenham gostado do relato da aventura.

Até a próxima!

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