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21/01/2018

Hiking nos trilhos - Parelheiros/SP

Olá amigos trilheiros, como estão?

A alguns anos atrás, quando comecei a fazer trilhas, fui convidado por um amigo para fazer o tal do “Trekking nos Trilhos”.. Tratava-se de uma caminhada a partir da Estação desativada Evangelista de Souza, distrito de Marsilac - São Paulo até uma cachoeira próxima a Serra do Mar.

Por se tratar de uma APA (Área de Proteção Ambiental), a empresa de turismo desse meu amigo, conseguiu uma autorização do órgão que atua na região e outro com a antiga ALL (America Latina Logística). Estávamos tranquilo se algum guarda ou funcionário da empresa nos abordasse. Mas ATENÇÃO, a visitação e as trilhas da região são proibidas ao público. Então seja um trilheiro consciente heim!

Vamos ao relato!

Nos encontramos em uma lanchonete-base em Parelheiros e após um lanche, carregamos nossas mochilas e partimos em uma Van que nos deixou na estação Evangelista de Souza. Enquanto nos alongávamos, um trem de cargas vinha subindo a serra. Esperamos ele passar e começamos nossa caminhada.



Quase dois quilômetros após a estação, chegamos a uma via, que cruzava os trilhos. A direita segue-se até a Cachoeira do Jamil. Mas não era esse nosso destino, então batemos direto serra abaixo.


É engraçado andar sobre os trilhos, pois você tem que adaptar suas passadas em cima dos dormentes e quando eu estava quase me acostumando a dar passadas certas para não pisar nos espaços dos dormentes levava um trupicão. Chegamos na primeira ponte que atravessa o Rio Monos, um dos afluentes do Rio Capivari.


Quando caminhávamos na lateral da ponte, eis que começa de descer um trem, só que do outro lado da via. Ufa! Quando olhamos pra frente, vinha subindo outro, esse, na linha que estávamos ao lado. Confesso que deu um certo “cagaço” nessa hora! Ficamos ali paradinhos, esperando o trem passar enquanto buzinava pra gente. (Imagino que o maquinista estava se divertindo com nossa cara de medo)


Continuamos nossa caminhada eufóricos com a situação que passamos, para mais alguns minutos chegarmos em outra ponte. A ponte do rio dos Campos, outro afluente do Capivari era mais alta e mais extensa. Paramos para mais algumas fotos e seguimos a caminhada.




Um pouco mais a frente, chegamos no túnel 27. Fizemos uma parada para descansar, e recarregar os cantis de água em uma bica que tem ao lado do túnel. Headlamps na cachola, atravessamos o túnel e adivinhem o que tinha na frente? Sim meus amigos, outra ponte!


Quando terminamos a passagem por mais essa,  os trilhos fazem uma curva a esquerda, acompanhando o contorno da serra, possibilitando uma vista incrível do Vale do Rio Branco e ao fundo as cidades litorâneas Mongagua e Itanhaem. Daqui pra frente foi “trilho á baixo” caminhamos mais alguns quilômetros atravessando túneis, e parando em cada mirante para apreciar a vista. 





E a tal da cachoeira?? Não chega não?? Sim, foi só eu perguntar que meu amigo me mostrou ela ao lado de uma ponte descendo entre a mata fechada. Descemos ao lado do túnel 24, por uma trilhazinha que levava até um poço que formava entre as pedras. Depois de quase 4 horas caminhando debaixo de um sol escaldante, eu não via a hora de me refrescar ali!

Ficamos na cachoeira umas duas horas, tiramos muitas fotos, descansamos e fizemos um bom lanche, pois a volta sabíamos como seria.. Só subida amigo. Lembra do “Trilho á baixo”..



Todos prontos, mochila nas costas e bora caminhar! Na volta, mais ou menos na metade do caminho, paramos ao lado de uma pequena cachoeira para descansar e pegar algumas goiabas. Quem não gostou muito foram os filhotes de passarinhos, que estavam em um  ninho bem ao lado de uma goiaba, alias, metade de uma, pois já tinham comido quase ela inteira!


Chegamos na estação Evangelista de Souza quase no final da tarde. Onde a Van tinha combinado de nos encontrar. Ali acabava nossa aventura!

É isso ai pessoal, espero que tenham gostado do relato! 
E lembrem-se: Não entre em uma área protegida sem autorização!

Até a próxima

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